TÂNIA R. VOIGT

A Poetisa do Encanto e Magia



MARCA DA POETISA






sexta-feira, 12 de junho de 2009

A ABELHINHA E A FLOR


A ABELHINHA E A FLOR

A abelhinha apaixonou-se pela flor
Mas, tímida, não falava de seu amor
Sobre a flor planava graciosamente
de um jeito meigo, doce, envolvente.

Um dia, encheu-se de coragem
e tal qual uma linda miragem,
delicadamente na flor pousou...
Em pétalas perfumadas deslizou

Aquelas pétalas tinham um quê
inexplicável de sentir e ter...
Imantavam a abelhinha para si
e esta não queria mais sair dali

Sentindo aquele perfume estupendo
Em volta da flor, subindo e descendo
chegando, encostando, fugindo,
cantando, chorando e sorrindo!

Continuava a abelhinha incansável
sempre com gestos meigos, afável.
A flor encantada lhe retribuía o calor,
os mimos e o sentimento de amor.

Partiram assim para uma linda viagem
rumo ao paraíso de estreita passagem
Chegando lá, não podiam entrar os dois.
A abelhinha não se importou de ir depois.

A flor chegou à seguinte conclusão:
A abelhinha é um ¨cavalheiro¨ zangão...
Depois, os dois olhando-se nos olhos,
cheios de ternura e, ainda abraçados,
disseram em uníssono uma à outra:

FELIZ DIA DOS NAMORADOS!

Tânia Regina Voigt


Publicado no Planeta Literatura em 12/06/2007,
no Recanto das Letras em 16/07/2007
Código do texto: T566642
e no meu segundo livro que já está no forno,
prontinho pra sair até o fim de agosto, início de
setembro de 2009.

quinta-feira, 11 de junho de 2009



SÓ TU E EU

Eu sei. Não deveria...
Tento evitar, mas não consigo.
Assim, me pego todo dia,
correndo atrás da fotografia.

Se aqui venho diariamente,
já se tornou um rito,
falar contigo ternamente,
no sussurro que é um grito.

Coisa querida, linda e cobiçosa,
quero que ouças bem isto:
Nunca fui caprichosa.
Crê! Eu te amo! Por Cristo...

Pode ser outra mancada,
eu não sei o que será.
Mas, não peça, coisa amada,
que eu pare de sonhar.

Se não tenho de verdade
no sonho tu és meu.
E por toda a eternidade,
serás só tu e eu.

Tânia Regina Voigt


Publicado no Recanto das Letras em
11/06/2007Código do texto: T521805

quarta-feira, 10 de junho de 2009

TU ÉS ASSIM... (Soneto)




TU ÉS ASSIM...


Tu és a minha mais linda e doce poesia
Que encanta minha vida assim como eu queria
A inspiração maior, fortuna do meu canto
Meu amor, minha paixão sublime, meu acalanto


Tu és o maior motivo da minha alegria
Por ti sim, minha vida toda eu mudaria
Pra me deixar dormir nos braços desse encanto
Não há outro alguém capaz de te amar assim, tanto!...

Tu és o meu sonho, meu sentido, essa razão
Para viver ao lado, em toda a eternidade
E dividir contigo essa minha emoção.

Tu és a expressão mais forte de toda a bondade
Que tanto a mim provoca mais essa atração
Tu és enfim, o pretexto da felicidade.


Tânia Regina Voigt


Publicado no Planeta Literatura em 01/08/2007
no Recanto das Letras em 02/08/2007
Código do texto: T589154
E no meu livro: 1ª ANTOLOGIA DO COLÉGIO BRASILEIRO DE POETAS;
Instituto Brasileiro da Memória; ano: 2008; página 26

terça-feira, 9 de junho de 2009

A TARDE ESTÁ SORRINDO PRA TI _ (Soneto)



A TARDE ESTÁ SORRINDO PRA TI

Em nosso céu de amor encantado,
os pássaros pintam gargalhadas.
Como se espantando algum mau-olhado,
no traço de bem vindas risadas.

O belo sorriso dessa tarde
vem cauterizar qualquer ferida,
que dentro de algum peito ainda arde.
Pois, o exato amor não se liquida.

Lá no firmamento o sol brilhou
e a tarde está sorrindo pra ti.
O céu de alegria se enfeitou,
por saber que o amor está aqui.

A tarde se faz bela e atrevida à
dizer que amor é pra toda a vida!

Tânia Regina Voigt

domingo, 7 de junho de 2009

AUTOBIOGRAFIA




AUTOBIOGRAFIA


Quem sou eu? Que importância tem? Sou uma andarilha das estrelas, ou uma nefelibata. Sou apenas mais uma entre tantas pessoas perdidas nesse espaço chamado mundo e tentando se encontrar com seu próprio eu... Sou tudo e sou nada e nem sei quem sou. Eu sou isso: Um monte de achados e perdidos que vaga pelo espaço, se entranha em pensamentos, trafega às vias de sangue, navega os mares dos sonhos, incendeia nas geleiras e feito cinza se dilui na alma, para se compactar na esperança, desintegrar nas desilusões e renascer no Amor.
Eu sou Tânia Regina Voigt, a rabisqueira engatinhante...

Tânia Regina Voigt

UM PAR DE PERNAS _ (Indriso)



UM PAR DE PERNAS

Não sabes, mas me desgovernas!
Quando chego aqui e assim te vejo
minhas reflexões são tão ternas...

Olho tanto e nem pestanejo...
As partes internas e externas
aguçam muito o meu desejo.

Ter esse belo par de pernas

entre as minhas é o que almejo!

Tânia Regina Voigt

sábado, 6 de junho de 2009

CACHORRO _ (Indriso)



CACHORRO


É assim que ele se encosta à gente:
Bem cusquinho, meigo e carente...
Que mulher não vai se encantar?!

E faz por si mesma a mulher
se apaixonar, quem que não quer?
Canalha, que vive a enrolar!

Se tiver boa pegada, só pode ser dom Juan...

É bom? Então, não espere fidelidade amanhã.

Tânia Regina Voigt

sexta-feira, 5 de junho de 2009

A DOR DA DISTÂNCIA


A DOR DA DISTÂNCIA


Meu querido e imenso amor,

nesse momento eu penso em ti,
minha paixão, minha vida, meu rei e senhor !

A noite está quente, mas meu corpo sente frio.
Pressinto outra madrugada no meu existir,
em que minha alma me abandona pra ir te buscar no vazio.

Disseste que tu também sofres anjo. Mas, a tua dor não é só tua.
Pois que ela vem, me morde a carne e a alma, em vil tortura,
que ao invés de acalmar mais e mais se acentua.

Tal um punhal que machuca e leva-me a loucura.
Um gume que se amola a luz da lua rasga minha alma,
multiplicando cada fissura.

Nesse quarto, minha masmorra, onde vivo em agonia,
sofrendo essa dor que me aperta, cada vez mais brava!
Surge em meu pensamento uma certeza que me acaricia:
Do teu amor eu já sou e sempre serei escrava!
Por isso, eu não me conformo meu anjo, com essa sorte arredia...

Diga-me querido, como me acostumar com essa ausência triste,
sentindo a falta em meu corpo do toque suave de teus dedos.
Sofrendo, por certo, a aflição mais cruel que existe!
E sem teus abraços pra afugentarem meus medos?

Assim, nessa distância, querido,
eu ainda ouso de joelhos te suplicar:
Por piedade, meu amor, desse mar de angústia,
de saudade e de dor,
venha logo e urgentemente me resgatar!

Pois nessa inquietação que nunca sozinha eu vou vencer,
eu sonho ainda e sempre com teu doce amor.
E se aqui vivo eternamente triste e chorosa,
é por muito e muito te querer.

Tânia Regina Voigt

terça-feira, 26 de maio de 2009

SONHOS SEPULTADOS



ESCADA DE TROVAS – Sonhos Sepultados

(Filemon Martins e Tânia Voigt)


SUBINDO:


SEPULTOU OS SONHOS MEUS
sem nenhuma piedade...
Rogo que diga, por Deus,
por que tamanha maldade?! (Tânia)

MEU CORAÇÃO, DESOLADO,
não sabe o que aconteceu
ao ver um sonho encantado
num olhar que se perdeu. (Filemon)

QUANDO ME DISSESTE ADEUS
tu levaste a minha vida
grudada nos passos teus...
Ah, que sina imerecida! (Tânia)

NÃO ME ESQUEÇO DO PASSADO.
e do teu beijo também,
Como era doce o pecado,
como te quero, meu bem. (Filemon)


NO TOPO:

NÃO ME ESQUEÇO DO PASSADO.
QUANDO ME DISSESTE ADEUS
MEU CORAÇÃO, DESOLADO,
SEPULTOU OS SONHOS MEUS. (Filemon)


Tânia Regina Voigt

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Planeta virtuReal




Planeta virtuReal


PLANETA LITERATURA
Lugar belo e abençoado
Aonde impera a doçura.
No rabisco publicado,
Entretém dando cultura.
Traçando o agora e o passado
Avesso da desventura.

Lido pelo mundo todo
Ilumina a escuridão.
Talvez, até passe o rodo
Em tempo de agitação...
Raro porém, é de achar
Algum com tanta emoção
Tendo cores pra ilustrar
Um cantinho da razão.
Rio lindo de navegar,
Amo-te de coração!

Tânia Regina Voigt

quarta-feira, 13 de maio de 2009

CX. DUETOS DA CIRANDA PRISIONEIRO(A) DE MIM.



PRISIONEIRA DE MIM



Flor na penumbra // encantamento
Ausente sonho // que em virtude
Ressoa em concha // abre-se em pérola.

Miguel Gonçalves // Tânia Voigt _ 12/05/09


PRISIONEIRO DE MIM

Sou luz escarlate // do mistério
nas brumas // íntima escuta
do teu pensamento// sou labirinto.

Tânia Regina Voigt // Miguel Gonçalves_ 13/05/09


PRISIONEIRA DE MIM

Contendo a saudade // mordes meu coração.
Numa caixa bem fechada// trago tuas lembranças
Contendo saudade... // Que me mata!

Renato Baptista // Tânia Regina Voigt _ 13/05/09


PRISIONEIRA DE MIM

Flor na penumbra// Desabrocha na sombra// encantamento
Ausente sonho// Inesquecível quimera// que em virtude
Ressoa em concha// Trazida pela maré,// abre-se em pérola.
Miguel Gonçalves // Marilândia// Tânia Voigt _ 13/05/09

PRISIONEIRA DE MIM

Contendo a saudade // mordes meu coração.
Numa caixa bem fechada// trago tuas lembranças
Contendo saudade... // Que me mata!

Renato Baptista // Tânia Regina Voigt _ 13/05/09


PRISIONEIRA DE MIM

Contendo a saudade// Pungente// a me morder
Numa caixa bem fechada// Alcochoada de cetim// cardíaco
Contendo saudade...// Recolhida ao anonimato.// Faço rimas de amor.

Renato Batista // Marilândia // Tânia Regina Voigt _ 13/05/09

CX. DE POETRIX: CIRANDA _ PRISIONEIRO(A) DE MIM.



LIVRE

Preso em meu pensar
teu sorriso
dança livre...

Tânia Regina Voigt _ 12/05/09

ENCANTO

Libertei, despedi.
Mas voltou...
Prisioneiro de mim.

Tânia Regina Voigt _ 12/05/09

PRISIONEIRO DE MIM

Sou luz escarlate
nas brumas
do teu pensamento.

Tânia Regina Voigt _ 12/05/09

Carinho

Carinho

Toques, beijos, // em pergaminho.
Vejo relentos, // desejos.
Abraços desatentos... // adivinho.

Beics // Tânia Voigt

MÁSCARAS


MÁSCARAS

Mil mundos,
mil modos,
um só lugar...

São nomes,
pronomes
a mascarar.

O que é ser querida
de verdade?

Alguém,
nessa vida,
se esconde
da felicidade?

Tânia Regina Voigt

Fibhaiku _ 04 (Tu...)


Tu...

Eu...
Nós dois.
Num só sonho
que, sonhado junto,
faz a alegria florescer.

Tânia Regina Voigt

terça-feira, 12 de maio de 2009

Fibhaiku _ 03 (Vem.)


Vem.

Quero
ainda,
beijo e abraço
no tango marcado
por nossos suspiros ardentes.

Tânia Regina Voigt

Fibhaiku _ 02 (Sei...)



Sei...

Sentes
também
o meu cheiro
na terra molhada
onde nós dois nos lambuzamos.

Tânia Regina Voigt

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Fibhaiku _ 01 (Ah,)



Ah,

Quero
só tu...
Sangra em mim
saudades de ti.
E trago um coração mordido...

Tânia Regina Voigt

quarta-feira, 6 de maio de 2009

VAMOS VALSAR?


VAMOS VALSAR?

Hoje, quero valsar em ritmo quente
e te observar encharcado em suor,
quando na festa, nada displicente,
recusares qualquer sonho menor.

Quem sabe eu consiga finalmente,
embora inda não saiba de que jeito,
plantar em teu coração a semente
desse tão sonhado amor sem defeito?

Solte-se e venha então, rodopiar...
Quero estar aconchegada em teus braços
provando-te que viver é bailar.

Não se incomode se errarmos os passos,
o que importa mesmo é gargalhar.
E mitigar quais sejam os fracassos.


Tânia Regina Voigt